DJ, produtora, publicitária e criadora da festa Tônica, a brasiliense leva a energia da cena do Centro-Oeste para o palco Crystal Garden, no domingo, 19 de julho, na nova edição do festival belga.
Quando se fala em Brasil no line-up do Tomorrowland Bélgica, muita gente pensa automaticamente nos grandes nomes que já circulam há anos pelos principais palcos do mundo. Mas a edição de 2026 do festival belga traz um reforço diretamente do Planalto Central: a brasiliense Camila Jun, que segue expandindo seus horizontes internacionais e agora carimba de vez o passaporte da cena de Brasília no mapa global da música eletrônica.
Depois de se destacar no palco principal do Tomorrowland Brasil 2025, colecionar gigs em Ibiza, assinar sets em pistas icônicas como Sounds of Quartzo, na Chapada dos Veadeiros, e comandar viradas de ano em destinos desejados como o Réveillon de Carneiros 2025/2026 — incluindo a responsabilidade de entregar o palco para ninguém menos que Solomun —, Camila dá um passo decisivo na consolidação de sua carreira: a estreia no Tomorrowland Bélgica 2026, um dos festivais mais disputados e simbólicos da música eletrônica mundial.
Brasiliense, publicitária, empresária e DJ: quem é Camila Jun
Natural de Goiânia, mas Brasiliense de Alma, pois vive na capital desde criança, Camila Jun construiu sua trajetória em um cruzamento que atualmente tem se tornada cada vez mais comum: é publicitária, empresária e DJ, o que ajuda a explicar a forma estratégica como tem desenhado sua carreira na música. Longe de ser apenas “mais um nome” no line-up, ela atua também nos bastidores, criando experiências, festas e projetos que movimentam a cena local.
Um dos pilares dessa construção é a festa Tônica, focada em house, criada ao lado de seu parceiro Chicco Aquino. A Tônica rapidamente se tornou um ponto de encontro para quem busca uma curadoria cuidadosa, som de qualidade e atmosferas que misturam clima de pista intimista com ambição de projeto grande. A festa não é só vitrine para Camila; é também uma maneira de fortalecer a rota de DJs, produtores e labels que circulam por Brasília.
Musicalmente, Camila transita por vertentes de house e suas ramificações, sempre com groove afiado, vocais bem colocados e uma grande evolução na construção e condução de pista que dosa pista cheia, pista feliz e pista pensante. Não é à toa que ela tem encontrado espaço em line-ups importantes, tanto no Brasil quanto lá fora.
Da Tônica ao mundo: a ascensão além de Brasília
O que começou na cena brasiliense rapidamente transbordou fronteiras. Em um cenário altamente competitivo, Camila vem se destacando justamente por conseguir equilibrar coerência musical, consistência de agenda e branding bem amarrado.
Entre os principais marcos recentes da carreira, estão:
- Tomorrowland Brasil 2025 – apresentação no palco principal, uma vitrine rara para DJs brasileiros em início de expansão internacional.
- Ibiza, 2025 – residência? guest? Seja qual for o formato, ter o nome cravado no circuito da ilha espanhola é quase um selo de validação global para DJs de house e techno.
- Sounds of Quartzo (Chapada dos Veadeiros) – um dos eventos que mais tem ajudado a posicionar a Chapada no mapa da música eletrônica brasileira, unindo natureza, arte e curadoria refinada.
- Réveillon de Carneiros 2025/2026 – uma das rotas mais disputadas das festas de fim de ano brasileiras, onde Camila assumiu a missão de entregar o palco para Solomun, um dos DJs mais respeitados do planeta.
Além disso, em 2025, Camila passou a integrar o casting da Atômic Soda, uma das agências de artistas de música eletrônica mais importantes do país. A entrada para o roster da agência não é só um carimbo de status: é parte fundamental na estruturação de uma carreira que agora se consolida em escala nacional e internacional, com planejamento de rota, posicionamento e estratégias de expansão.
Tomorrowland Bélgica 2026: Crystal Garden, 19 de julho
Na edição de 2026 do Tomorrowland Bélgica, que já chamou a atenção da mídia especializada com um line-up robusto — com nomes como Calvin Harris, David Guetta, Martin Garrix e REZZ, entre muitos outros, em matérias da DJ Mag, Ticket Fairy, Pollstar, Billboard Brasil, Beat for Beat e Eletrovibez —, Camila Jun chega com um papel tão simbólico quanto desafiador.
Ela se apresenta no palco Crystal Garden, no domingo, 19 de julho, no primeiro horário do dia. Para quem não está habituado à lógica de grandes festivais, abrir um stage no Tomorrowland não é apenas “aquecer o som”: é definir o clima emocional e sonoro de toda a jornada daquele palco.
É nesse contexto que a brasiliense coloca sua assinatura: um set pensado para ir construindo camadas, abrindo espaço para a luz natural, recebendo o público que vai chegando ao festival e estabelecendo o ponto de partida da narrativa sonora do Crystal Garden naquele domingo. É o tipo de gig que exige sensibilidade, leitura fina de pista e segurança, mesmo quando a pista ainda está “acordando”.
Toolroom, Nervous e o peso dos selos na trajetória
Se nas pistas Camila vem acumulando momentos importantes, no estúdio ela também já cravou marcas que dizem muito sobre a direção da sua sonoridade. A artista tem releases por Toolroom e Nervous, dois selos com peso histórico e relevância global:
- Toolroom Records: um dos selos mais importantes do mundo quando o assunto é house e tech house, base para inúmeros hits de pista, suportado por DJs de praticamente todas as grandes cenas do planeta.
- Nervous Records: clássico absoluto, com DNA novaiorquino, associado tanto à história do house quanto à evolução de vertentes mais modernas, sempre ligado à cultura de clubes e à qualidade musical.
Lançar por essas labels não é só um troféu estético; é uma evidência de que a produção de Camila conversa com o padrão internacional da música eletrônica, tanto em termos de linguagem quanto de funcionalidade de pista.
O peso de representar o Brasil no coração da Bélgica
A presença de DJs brasileiros no Tomorrowland vem crescendo, acompanhando a consolidação da cena nacional como uma das mais pujantes do mundo. Ainda assim, cada novo nome que fura a bolha dos grandes headliners e chega ao festival carrega uma responsabilidade especial: representar a diversidade e a sofisticação da música eletrônica feita no Brasil.
No caso de Camila Jun, há um recorte ainda mais específico: ela leva a assinatura de Brasília para o mainframe da música eletrônica global. Muito além dos estereótipos de eixo Rio–São Paulo, a artista ajuda a reforçar a ideia de que o Brasil é um país de cenas múltiplas, com núcleos criativos pulsando em diferentes regiões.
Sua trajetória conecta:
- Pistas locais (como a Tônica e 5UINTO e outras diversas, em Brasília)
- Festivais nacionais de grande porte (Tomorrowland Brasil, Réveillon de Carneiros)
- Experiências em territórios simbólicos (Ibiza, Chapada dos Veadeiros)
- Reconhecimento em labels globais (Toolroom, Nervous)
É essa cola entre local e global que torna sua presença no Tomorrowland Bélgica 2026 particularmente significativa.
Crystal Garden: estética, narrativa e o papel da abertura
O Crystal Garden é um dos palcos que mais valorizam o aspecto atmosférico e emocional da experiência no Tomorrowland. A combinação entre cenografia, curadoria e horário transforma o stage numa espécie de portal, onde cada DJ contribui para uma narrativa que se desenvolve ao longo do dia.
Abrir esse palco implica uma missão clara: construir um início de jornada que seja envolvente sem queimar etapas, que instigue sem atropelar, que aqueça sem exaurir. Com um background consolidado em pistas brasileiras bem exigentes e sets que transitam com naturalidade entre diferentes nuances de house, Camila chega afinada para essa função.
A apresentação de 19 de julho deve reforçar sua capacidade de leitura de contexto: um set que dialoga com a identidade do Tomorrowland, com a estética do Crystal Garden e com o colorido da presença brasileira.

Por que ficar de olho em Camila Jun daqui para frente
A estreia no Tomorrowland Bélgica 2026 não é um ponto isolado no mapa; é um marcador de fase em uma trajetória que vem sendo construída com paciência, repertório e estratégia. A combinação entre:
- Crescimento orgânico em Brasília e no Centro-Oeste;
- Inserção em circuitos nacionais e internacionais relevantes;
- Lançamentos por selos respeitados;E suporte de uma agência forte como a Atômic Soda;
aponta para uma artista em clara curva ascendente.
Para quem acompanha a cena brasileira de música eletrônica, vale colocar Camila Jun no radar — não apenas como “mais uma brasileira no Tomorrowland”, mas como um caso concreto de como o país vem produzindo DJs e produtoras com linguagem global, roots locais e visão de carreira bem estruturada.
Serviço – Camila Jun no Tomorrowland Bélgica 2026
- Artista: Camila Jun (Brasil / Brasília)
- Festival: Tomorrowland Bélgica 2026
- Palco: Crystal Garden
- Data: Domingo, 19 de julho de 2026
- Horário: Primeiro horário do dia (opening set do stage)
- Line-up completo: confira a programação completa do Tomorrowland 2026.




