Surgido durante o período da pandemia, o Coletivo Hangover se estabeleceu como uma das forças mais relevantes da música eletrônica no Distrito Federal.
O grupo nasceu com o objetivo de produzir conteúdo digital e conectar artistas ao público em um momento em que as pistas estavam vazias. A atuação inicial aconteceu no ambiente online, com transmissões ao vivo na Twitch, onde o coletivo promoveu lives, eventos virtuais e participação em raid parties.
Nesse período, a Hangover colaborou com nomes da cena nacional, como Grazi Flores, Miya B, Acid Asian e até alguns nomes internacionais como Fiorentino b2b (ARG), Digitus (ESP) e Xander (CHI). O canal também abriu espaço para debates sobre a cena eletrônica e estratégias de monetização para artistas durante os lockdowns. Com o retorno gradual das atividades presenciais, o coletivo expandiu sua atuação e passou a ocupar diversos espaços urbanos do Distrito Federal.
A proposta vai além da música: a Hangover se posiciona como agente cultural, promovendo valores como diversidade, liberdade, respeito e ocupação dos espaços. Ao longo de sua trajetória, o grupo consolidou-se como um verdadeiro hub de artistas locais — tanto iniciantes quanto experientes — com curadoria focada na pluralidade e preservação da igualdade de gêneros nos line-ups.
Um dos diferenciais está no incentivo direto a novos talentos, garantindo espaço para DJs em suas primeiras apresentações, dentre essas pessoas destacam-se: Aeva, Marceline e Encanto. A ocupação de espaços públicos e culturais também é parte essencial da identidade do coletivo. Locais como Beira Lago, Sub-Dulcina, Galeria do Conic, Praça do Bicalho, Taguapark e o Skate Park do Guará já receberam eventos da Hangover, reforçando a descentralização da música eletrônica em Brasília e ampliando o acesso à cultura nas regiões administrativas.
Com uma visão ampliada da cultura underground, o coletivo adota a economia criativa como pilar estratégico, promovendo parcerias com marcas e iniciativas independentes que dialogam com seu universo artístico. Em seus eventos, a presença de feiras criativas fortalece o tripé música, moda e artesanato, incentivando a livre expressão e o empreendedorismo local. Iniciativa idealizada pela dj Moranga.
A Hangover também marcou presença em eventos fora de Brasília, com uma apresentação gratuita no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, em parceria com a Twisted Records, além de colaborações grandes no DF com a TREMA e VAPOR. O coletivo também integra a produção do já consolidado Bloco de carnaval T.H.C (Techno House e Carnaval). Além disso, a marca assina selos próprios de eventos que vêm ganhando destaque na cena local, como “Drop Acid Not Bombs”, “Santo Techno”, “Jardim do Grave”, “Underground Sunset” e “Underground Crossover”.
O coletivo já teve várias formações, artistas que passaram e hoje estão com outros objetivos e novos integrantes que estão compondo ativamente as produções da Hangover, sendo: Bunny, Caio Sam, Débora Mossyl, Evah, Nerø, Rob-z e Turambar. Em 2026, o coletivo celebra seis anos de trajetória, reafirmando sua relevância na construção e fortalecimento da cena eletrônica independente de Brasília. A comemoração acontece no dia 4 de abril, a partir das 16h, que promete reunir artistas e público em mais um capítulo dessa história construída coletivamente.



