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Quebec libera ação coletiva contra a Ticketmaster

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A Corte Superior de Quebec autorizou o avanço de uma ação coletiva contra a Ticketmaster que acusa a empresa de aplicar taxas de serviço “excessivas, abusivas e desproporcionais”. A decisão abre caminho para que o caso siga para julgamento, depois de a ação ter sido apresentada em agosto de 2024.  

Segundo a cobertura, o processo sustenta que o modelo de cobrança da Ticketmaster não refletiria o custo do serviço prestado: as taxas variariam conforme o preço do ingresso, e não conforme uma entrega proporcional em termos de operação. A queixa aponta possível violação de normas locais, incluindo a Consumer Protection Act e o Civil Code de Quebec.  

A decisão que destravou o andamento do caso foi assinada pela juíza Eleni Yiannakis, em 7 de janeiro de 2026, autorizando que a ação coletiva prossiga para as próximas etapas no tribunal.  

Do outro lado, a Ticketmaster afirma que as taxas são divididas entre a plataforma e os venues, e que cobrem custos considerados essenciais — como equipe e tecnologia antifraude. A empresa também diz que sua parcela costuma ficar em torno de 5% a 7% do valor total do ingresso, e defende que a forma mais transparente é mostrar o custo total antecipadamente, algo que afirma fazer no Canadá desde 2018.  

Vale notar que existe um histórico de litígios e acordos envolvendo a exibição de taxas (há inclusive um site de “Ticket Fees Display Class Action Settlement”), mas esse registro menciona que o prazo para solicitar crédito já passou — e não é apresentado como o mesmo caso recém-autorizado em Quebec.  

Agora, o tema volta à superfície com força: não só “quanto custa ir ao evento”, mas quanto do preço final é música — e quanto é ruído de checkout.

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