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Salt‑N‑Pepa segue na briga contra a UMG

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É aquele momento em que o groove é seu, a pista é sua, mas a fita-mãe tá trancada no cofre de alguém: Salt‑N‑Pepa anunciaram que querem continuar lutando depois de uma decisão judicial que rejeitou o processo delas contra a Universal Music Group, em que buscavam recuperar controle sobre direitos e masters ligados ao catálogo clássico do duo.

Segundo a cobertura do caso, a juíza Denise Cote (Distrito Sul de Nova York) concordou com a tese da UMG: as artistas não teriam sido proprietárias dos copyrights das gravações, então não poderiam “reivindicar de volta” algo que juridicamente nunca esteve no nome delas.  

O que pesou na decisão

  • Contrato de 1986 como linha de baixo da sentença: a decisão cita que os acordos da época indicariam que a Noise In The Attic Productions (NITA) era a dona exclusiva dos direitos das gravações.
  • Cadeia de propriedade (o “sample clearance” corporativo): os masters teriam sido transferidos da NITA para a Next Plateau, depois para a London Records, até serem absorvidos pela UMG.
  • Sem ownership anterior, sem “clawback”: a juíza entendeu que, mesmo olhando tudo do jeito mais favorável às autoras, os documentos não mostram que elas tenham possuído o copyright das gravações em algum momento.

E por que isso importa

Esse tipo de disputa é um lembrete duro de como a história da música — especialmente catálogos dos anos 80/90 — foi construída em cima de contratos que abusavam do conhecimento e do poder das gravadoras ou empresários, onde quem cria e performa não controla a máster. Quando a Justiça crava que o artista não foi “o dono” no papel, a conversa sobre “retomar” direitos vira um set tocado com o cabo errado: você até sente a energia, mas o sinal não passa.

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